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metadata.dc.type: Dissertação
Title: Papel Protetor dos Chás Provenientes da Camellia Sinensis sobre Atividade da Enzima Δ-ALA-d de Tecido Ovariano Inibida pelo Cádmio
Other Titles: Protective Role of the Camellia Sinensis Teas on Ovarian Δ-ALA-D Enzyme Activity Inhibited by Cadmium
metadata.dc.creator: Soares, Melina Bucco
metadata.dc.contributor.advisor1: Cibin, Francielli Weber Santos
metadata.dc.description.resumo: A δ-Aminolevulinato desidratase (δ-ALA-D) é uma enzima tiólica que catalisa uma das reações iniciais da biossíntese do heme. Essa enzima é considerada um marcador proteico de intoxicação com metais. O cádmio é um dos poluentes tóxicos, amplamente distribuído no meio ambiente, sendo que a exposição humana resulta principalmente da fumaça do cigarro, da poluição do ar e do consumo de alimentos e água contaminados pelo metal. O cádmio apresenta uma baixa taxa de excreção no organismo e um elevado tempo de meia- vida biológico e por esta razão, se acumula no sangue, rins e fígado, bem como nos órgãos reprodutivos, incluindo o ovário. A patogênese do dano ovariano e a redução da viabilidade folicular após exposição ao cádmio tem sido associada a danos oxidativos. Assim, compostos antioxidantes poderiam ser uma terapia alternativa frente a toxicidade do cádmio. O presente estudo avalia o efeito protetor da Camellia sinensis (chás verde, branco e vermelho) sobre a inibição da atividade da δ-ALA-D ovariana induzida pelo cádmio in vitro (ovário bovino) e ex vivo (ovário de camundonga). O efeito do cloreto de cádmio (IC 50 , 20μM), das infusões de chás (0,07 – 10 mg/mL) e das catequinas isoladamente –epicatequina (EC), epigalocatequina (EGC), epicatequina galato (ECG), epigalocatequina galato (EGCG) - foram avaliadas sobre a atividade da δ-ALA-D de ovário bovino (in vitro). Além disso, a composição das infusões de chá foi avaliada por HPLC (Cromatografia Líquida de Alta Eficiência) em um ensaio quantitativo de catequinas, alcalóides purina e ácido gálico, bem como o conteúdo de polifenóis totais. Os chás verde e branco nas maiores concentrações estudadas restauraram a atividade da δ-ALA-D inibida pelo cádmio enquanto o chá vermelho não apresentou efeito in vitro. O chá verde apresenta maior quantidadede conteúdo fenólico (757,24 μg EAG/mL) bem como de catequinas (EGCG = 205,64 μg/mL, EC = 84,59 μg/mL, EGC = 75,53 μg/mL, ECG = 64,73 μg/mL) comparado com o chá branco (499,37 μg EAG/mL) (EGCG = 105,57 μg/mL, EC = 54,73 μg/mL, EGC = 81,96 μg/mL, ECG = 34,25 μg/mL) e com o chá vermelho (272,39 μg EAG/mL) (só foi detectado ECG= 1,36 μg/mL). Nenhuma das catequinas testadas isoladamente foi eficaz em restaurar a atividade da enzima inibida pelo cádmio. Para os experimentos ex vivo, camundongas receberam uma única administração nas doses de 2,5 mg/kg e 5 mg/kg de CdCl 2 por via intraperitoneal e chá verde (250 mg/kg) administrado via oral. Verificou-se que a exposição aguda ao cádmio nas doses de 2,5 e 5 mg/Kg inibiu (cerca de 26% e 33%, respectivamente) a atividade da enzima δ-ALA-D de ovário de camundongas e o chá verde foi capaz de restaurar essa inibição. O maior efeito do chá verde observado in vitro, bem como o papel protetor apresentado no estudo ex vivo, poderia ser atribuído ao maior teor de fenóis, mas não de catequinas. Na verdade, as catequinas não foram capazes de restaurar a atividade da enzima inibida por cádmio, demonstrando que estes compostos não são os principais componentes responsáveis pelo efeito benéfico do chá verde observada neste estudo. Esse estudo demonstrou a eficácia do chá verde em restaurar a atividade da δ-ALA-D inibida pelo cádmio em tecido ovariano.
Abstract: δ-aminolevulinate dehydratase (δ-ALA-D) is a thiol enzyme that catalyzes one of the initial reactions of heme biosynthesis. This enzyme is considered a marker protein for metal poisoning. Cadmium is a toxic pollutant, widely distributed in the environment, and human exposure results mainly from cigarette smoke, air pollution and consumption of food and water contaminated by the metal. Cadmium has a low excretion rate of the organism and high biological ha lf- life and for this reason it accumulates in the blood, kidney and liver as well as on reproductive organs including the ovaries. The pathogenesis of ovarian follicular damage and reduction of viability after exposure to cadmium has been associated with o xidative damage. Thus, antioxidant compounds may be an alternative therapy against cadmium toxicity. The present study evaluates the protective effect of Camellia sinensis (green, white and red teas) on the inhibition of ovarian δ-ALA-D activity induced by cadmium in vitro and ex vivo. The effect of cadmium chloride (IC 50 20μM), tea infusions (0.07 to 10 mg/ml) and individual catechins – epicatechin (EC), epigallocatechin (EGC), epicatechin gallate (ECG), epigallocatechin gallate (EGCG) - were evaluated on bovine ovaries δ-ALA-D activity (in vitro). Furthermore, the composition of tea infusions was measured on a HPLC quantitative assay of catechins, gallic acid and purine alkaloids, and the content of total polyphenols was measured by Folin–Ciocalteu method. The green and white teas, at the highest concentrations studied, restored the δ-ALA-D activity inhibited by cadmium while red tea had no effect in vitro. Green tea has higher amount of phenolic content ( 757.24 mg GAE/mL ) and catechins (EGCG = 205.64 μg/mL; EC = 84.59 μg/mL; EGC = 75.53 μg/mL; ECG = 64.73 μg/mL) compared with white tea ( 499.37 mg GAE/mL ) (EGCG = 105.57 μg/mL; EC = 54.73 μg/mL; EGC = 81.96 μg/mL; ECG = 34.25 μg/mL) and red tea (272.39 mg GAE/mL) ( only detected ECG = 1.36 μg/mL). None of the tested catechins alone was effective in restoring the enzyme activity inhibited by cadmium. For the ex vivo experiments, mice received a single administration of CdCl 2 , at doses of 2.5 mg/kg and 5 mg/kg intraperitoneally, and green tea (250 mg/kg) administered orally. We found that acute exposure to cadmium at doses of 2.5 and 5 mg/kg inhibited (about 26% and 33%, respectively) δ-ALA-D activity of mice ovaries, and green tea was able to restore this inhibition. The greater effect observed in vitro by green tea as well as the protective role presented at the ex vivo study, could be attributed to the higher phenols content, but not catechins. In fact, the catechins were not able to restore the enzyme activity inhibited by cadmium, demonstrating that these compounds are not the key components responsible for the beneficial effect of green tea observed in this study. This study demonstrated the effectiveness of green tea in restoring the δ-ALA-D activity inhibited by cadmium in ovarian tissue.
Keywords: Cádmio
δ-ALA-D
Ovário
Camellia sinensis
Catequinas
Cadmium
Ovary
Camellia sinensis
Catechins
metadata.dc.subject.cnpq: CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS
metadata.dc.publisher.department: Campus Bagé
URI: http://hdl.handle.net/riu/187
Issue Date: 22-Feb-2014
Appears in Collections:Mestrado e Doutorado em Ciência Animal

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