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metadata.dc.type: Trabalho de Conclusão de Curso
Title: Perspectivas sobre gênero: a inserção pública da mulher no Irã do século XX
metadata.dc.creator: Ricci, Carla
metadata.dc.contributor.advisor1: Costa, Renato José da
metadata.dc.description.resumo: Os debates sobre gênero inseriram-se timidamente no campo de estudo das Relações Internacionais no final da década de 1980 e hoje ocupam um importante espaço na agenda política internacional. No decorrer dos anos, a arena das relações internacionais tem ampliado seus temas de interesse, trazendo aos foros multilaterais discussões de níveis societal e individual, que vão além do protagonismo do Estado como ator internacional. As questões de gênero, inseridas na lógica da ampliação dos debates de política internacional, tornaram-se frequentes na pauta das organizações internacionais e não-governamentais, e, consequentemente, mais presentes nas relações interestatais. Nos últimos anos, portanto, a pressão para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas ao aumento da participação pública das mulheres pelos Estados tornou-se corriqueira na arena internacional. Os temas de gênero, dentro do discurso democrático ocidental, geraram constrangimentos diretamente aos países que habitam fora da órbita ocidental, notoriamente aos países islâmicos, considerados exemplos máximos de opressão feminina. O estabelecimento da República Islâmica do Irã colocou esse país no centro das críticas ocidentais, haja vista que, além de seguir um modelo de governo totalmente oposto ao ideal ocidental, fomentou o nacionalismo iraniano e tornou os interesses ocidentais na região mais difíceis de serem alcançados. A instauração de um governo teocrático no Irã deu abertura para que o Ocidente direcionasse suas críticas às relações sociais entre homens e mulheres, alegando a condição de subalternidade que o Islamismo impunha sobre as iranianas. A subalternidade a que se faz referência, no entanto, não é característica exclusiva das sociedades islâmicas ou orientais, no Ocidente essa condição também é uma realidade, embora em dinâmicas diferentes. O Islamismo, apesar de surgir como o elemento propulsor e responsável por assegurar as relações de gênero desiguais que se reproduzem no Irã, dá lugar, na presente pesquisa, a outro elemento considerado de maior impacto para a reificação desse cenário: a construção social da civilização iraniana. À diferença da concepção ocidental, o presente trabalho rechaça a ideia de que o modelo de governo ocidental é o caminho para o fim da subordinação feminina iraniana e que o Islamismo é a fonte da marginalização das mulheres no Irã, e considera, acima de qualquer outro fator, o impacto das tradições patriarcais persas no pensamento contemporâneo iraniano para a compreensão dessa conjuntura
Abstract: Gender debates timidly entered the field of International Relations in the late 1980s and currently occupies an important position in the international political agenda. Throughout the years, the international relations arena has broadened its issues of interest, bringing to the multilateral forums discussions of the societal and individual levels, which go beyond the protagonism of the state as an international actor. Gender issues, inserted in the logic of expansion of international political debates, became frequent in the agenda of international and non-governmental organizations, and, consequently, more present in interstate relations. In recent years, therefore, the pressure for the development of public policies designed to increase public participation of women by states became something ordinary in the international arena. Gender issues, within the Western democratic discourse, generate constraints directly to countries that live outside the Western orbit, especially to Islamic countries, considered the largest examples of female oppression. The establishment of the Islamic Republic of Iran has placed this country in the center of Western criticism, given that in addition to following a model of government completely opposite to the Western ideal, it encouraged Iranian nationalism and made Western interests in the region more difficult to be achieved. The establishment of a theocratic government in Iran enabled the West to direct their criticism to the social relations between men and women, arguing the condition of subalternity that Islam imposed over Iranian women. The subalternity which is referenced, however, is not an exclusive characteristic of Islamic or Eastern societies, for in the West this condition is also a reality, although in different dynamics. Islam, despite to emerge as the propellant and responsible element for ensuring the unequal gender relations that are reproduced in Iran, gives way, in this research, to another element considered of greatest impact on the reification of this scenario: the social construction of Iranian civilization. Unlike the Western conception, this paper rejects the idea that the Western model of government is the way to the end the Iranian women's subordination and that Islam is the source of the marginalization of women in Iran, and considers, above any other factor, the impact of patriarchal Persian traditions in Iran's contemporary thinking to understand this situation.
Keywords: International relations
Feminism
Islam
Iran
Publisher: Universidade Federal do Pampa
Citation: RICCI, Carla. Perspectivas sobre gênero: a inserção pública da mulher no Irã do século XX. Santana do Livramento: Unipampa, 2014.
metadata.dc.rights: Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
metadata.dc.rights.uri: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
URI: http://hdl.handle.net/riu/1019
Issue Date: 18-Aug-2014
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